quarta-feira, 30 de março de 2016

A evolução da modalidade de Três Tambores no Brasil



Em 1954 a Swift King Ranch, importou o garanhão Saltilho Jr e mais sete éguas, para formarem tropa para lida com gado nas fazendas da empresa no Brasil. Em 1969 um grupo de criadores resolve fundar a ABQM e daí em diante o cavalo Quarto de Milha se expandiu por todo o Brasil.
Nesse período pós-fundação alguns criadores começaram a praticar algumas modalidades com o cavalo Quarto de Milha entre elas o Três Tambores, algumas pessoas tiveram papel de destaque nesse período os Srs. Bendito Moreira (Bauru) e Jairo Martins de Oliveira (Presidente Prudente) que praticavam em diversas modalidades e ensinavam suas técnicas. Em 1980 a ABQM introduziu o Regulamento de Competições contemplando diversas modalidades e criou o Campeonato Nacional e Potro do Futuro, no começo apenas com Conformação e a partir de 1982, com as modalidades de Rédeas, Apartação, Três Tambores, Seis Balizas, Western Pleasure, Laço em Dupla e Laço Bezerro.
Após a introdução do regulamento de competições as provas ganharam um impulso e começaram a ser difundidas em vários Estados do Brasil, com o surgimento dos campeonatos estaduais e regionais.
Até 1996 as competições de Três Tambores e Seis Balizas eram pouco procuradas, apesar de serem a porta de entrada no cavalo Quarto de Milha, pois ofereciam categorias para crianças a partir dos 05 anos de idade. Para dar um exemplo nos campeonatos Nacionais da ABQM dessa época, todas as categorias de Seis Balizas e Três Tambores, eram feitas em apenas dois dias, usava-se apenas uma pista para quase todas as modalidades, com exceção de Rédeas.

Em 1997 surge a FNRC - Federação Nacional do Rodeio Completo, com a proposta de levar para os principais rodeios do Brasil o rodeio completo (Três Tambores - Feminino, Bulldog, Laço em Dupla e Laço de Bezerro), formou-se um campeonato que faziam parte os rodeios de Barretos, Americana, Jaguariúna, Presidente Prudente e Cowboys do Asfalto em Goiânia, e na final os campeões recebiam de premiação caminhonetes zero km, além de fivelas Montana que eram oferecidas pela ABQM. Com a visibilidade nos rodeios essas modalidades passaram a ser mais procuradas e o Três Tambores começou a deslanchar.

Em 2001 a ABQM passa a reconhecer oficialmente em seus eventos oficializados a categoria Feminina, surge o Ability, prova dos Tambores e Seis Balizas, promovidas por um grupo de criadores com premiação de R$ 100 mil reais, em 2004 surge a APTB - Associação Paulista de Tambor e Baliza, com provas no formato de divisão por D, premiando mais competidores nas categorias por faixa de tempo, provas em pista coberta, transmissão pela internet e uma revista (Tambor & Baliza) dedicada direcionada para a modalidade.

Em 2009 é inaugurado o Haras Raphaela e junto o Grand Prix a maior prova de Três Tambores da América Latina, com premiação de R$ 230 mil. Atualmente a premiação do Grand Prix Haras Raphaela é de R$ 500 mil. Além de construir a melhor pista coberta do Brasil a família Rugolo revolucionou as competições, importou um Drag Master, uma máquina usada para manutenção e reparo de pista usada nos maiores eventos dos EUA e trouxe também Mr. Jim Kiser especialista reconhecido mundialmente no preparo e construção de pistas de competições.
Daí em diante a modalidade de Três Tambores se consolidou, ganhou diversas pistas cobertas, melhorou as condições de solo das pistas, aumentou as premiações, vieram os tempos na casa dos 16s, vieram os Slot Race, enfim se tornou a modalidade mais concorrida no meio equestre. Em 2015 ocorreram mais de 190 provas de TrêsTambores oficializadas, fora rodeios e provas não reconhecidas que ocorrem todos os finais de semana. Foram distribuídos mais de R$ 8 milhões em prêmios e mais de 70 mil inscrições, estima-se que a indústria dos Três Tambores movimenta apenas nos eventos mais de R$ 21 milhões ao ano, com gastos com organização, contratação de pessoal, ambulãncias, para médicos, veterinários, seguranças, folders, sistemas, hotéis, restaurantes e postos de gasolina. Escrever uma história requer memoria e é logico que muitos fatos relevantes ficaram de fora, mais fiz uma sintetização de tudo que pude acompanhar em 27 anos de trabalho dedicados ao Cavalo Quarto de Milha e que ainda pretendo dedicar por mais 27 anos no mínimo.

Fonte: Revista Tambor & Baliza
Autor: Marcelo Xavier

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terça-feira, 22 de março de 2016

Presentes no 7º Congresso e Derby ABQM de Vaquejada, no Parque Rufina Borba, em Bezerros (PE), as equipes de reportagens oficiais e assessoria de imprensa da ABQM (Revista e TV Quarto de Milha; e Texto Assessoria) entrevistaram o juiz do Bem-Estar Animal, Leonardo Feitosa, que fez um balanço sobre sua atuação no evento. Acompanhe:
“Eu fiz minha estreia na Vaquejada, como juiz do Bem-Estar Animal durante o Potro do Futuro, no final de novembro, em Campina Grande (PB). E o objetivo principal de eu ter representando a ABQM com essa finalidade foi o de circular por todo o parque, orientando e auxiliando os participantes e todos os profissionais envolvidos, além de avaliar os pontos onde poderiam ser melhorados”. Segundo ele, nos quatro dias em que esteve lá pôde apurar o máximo de situações e fez um relatório extenso à Diretoria para propor possíveis melhorias para futuros eventos desta modalidade esportiva. Agora ele retornou em cena neste Congresso & Derby, e pôde colocar em prática um pouco mais do que aprendeu sobre as características que envolvem a modalidade.

Teste do Protetor de cauda do boi:

Alguns testes já foram feitos e os vaqueiros aprovaram. Nesta quarta-feira havera o primeiro evento oficial no Parque Rufina Borba, uma tropa para os vaqueiros com a boiada usando esse novo protetor.


Lembrando que a cauda artificial, ou como alguns chamam de protetor de cauda, é mais uma alternativa que os fornecedores de gado poderão ter já é notória a perda de muitas caudas de bois durante os eventos, e dessa forma, esses bois que também são artistas das vaquejadas terão essa proteção ou uma prótese.

O juiz do Bem-Estar Animal acompanhou todo o processo de instalação do Protetor de Cauda nos bois utilizados para a Vaquejada, até a sua utilização em caráter experimental deste inédito equipamento, nas derrubadas realizadas por cinco competidores. “Fiquei feliz em acompanhar passo a passo esse trabalho criado pelo Moacir Campos e seu irmão Maurício Campos, que é engenheiro técnico, e o experimento foi plenamente coroado de êxito na pista”, concluiu Feitosa.

A função do protetor de cauda é diminuir a pressão sobre o rabo do boi na hora da puxada evitando torar o rabo.
Alguns testes já foram feitos e os vaqueiros aprovaram. Nesta quarta-feira havera o primeiro evento oficial no Parque Rufina Borba, uma tropa para os vaqueiros com a boiada usando esse novo protetor.

Os competidores foram unânimes ao destacarem a importância do Protetor de Cauda para o esporte. Na opinião do vaqueiro Carlos Rodrigues (Carlão) , “o Protetor veio para solucionar o problema do comprometimento dos cabos e assim garantir nosso emprego na vaquejada, esse esporte que não pode se acabar nunca. Em relação ao Protetor acho que chegou no ponto, nós é que temos de treinar mais e só aí partir para uma vaquejada oficial,” declarou.

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quinta-feira, 17 de março de 2016


Criada há mais de três mil anos para a produção de carne e ovos, a galinha é a mais conhecida das aves domésticas. Sua carne é uma das mais baratas fontes de proteína animal e também uma das mais eficientes. em termos produtivos. O frango é abatido com 40 a 45  dias, em média.
Devido a sua eficiência produtiva a galinha é explorada tanto em escala industrial. em regime de confinamento. como em sítios. chácaras e até quintais. em sistema de semiconfinamento. Além da carne. a galinha é criada para a produção de outro alimento de grande valor nutritivo - o ovo.
A grande importância econômica da avicultura como fonte de alimento pode fazer com que se esqueça de que a utilização da galinha como cobaia tem tornado possíveis algumas das grandes descobertas da medicina. Por exemplo. a do processo de vacinação contra doenças bacterianas, experiências com vitaminas e avaliação de capacidade terapêutica de novos medicamentos. Outra possibilidade é a criação de galinhas de raças para fins ornamentais.
Raças - Inicialmente as raças eram escolhidas pela capacidade de luta e depois pela beleza. Hoje as galinhas são selecionadas pela capacidade de fornecer carne e ovo.
São mais de cem raças em todo o mundo, algumas com aptidão específica para a produção de carne ou ovos e outras de aptidão mista. Essa divisão também é válida para as linhagens selecionadas, também conhecidas como híbridas ou comerciais.
As raças puras são pouco usadas para a produção de ovos e carne. Elas entram no melhoramento genético de rebanhos mestiços e funcionam como reserva genética para a formação de raças híbridas.  Mas essas galinhas são mais sensíveis a doenças e exigem alimentação reforçada. Tomando-se os cuidados necessários elas também podem ser utilizadas em pequenas criações.
Afora as de raça pura e as híbridas, existem as galinhas caipiras que são mestiças, de fácil adaptação alimentar e ao meio ambiente, além de terem boa rusticidade. Mas perdem em produtividade para as híbridas.
Criações - A criação de galinhas pode ser feita em sistema intensivo, em semíconfínamento ou em regime extensivo (criação à solta).

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terça-feira, 15 de março de 2016


A espécie zebuína (Bos  indicus) é originária da Índia e do Oriente Próximo. As raças dessa espécie adaptam-se relativamente bem às condições climáticas do Brasil, com boa resistência a doenças e carrapatos. A principal característica da espécie é a presença do cupim no dorso do animal. As principais raças zebuínas no Brasil, para corte, são gir, guzerá, indubrasil, nelore e tabapuã.
Guzerá - É um gado originário da região do Guzarat, Índia, onde é conhecido como kankej Considerada uma raça mista. ou seja, com aptidões para leite e corte, ocupa hoje o quarto lugar no rebanho nacional de raças zebuínas.
As principais características são o chifre em forma de lira e a pelagem, que pode variar do cinza-claro ao cinza-escuro. Considerados animais de porte grande, os machos adultos (dezoito meses) pesam em média 250 quilos, podendo, em condições adequadas, atingir 360 quilos. As fêmeas pesam em média 230 quilos. O bezerro ao nascer pesa em média 28 quilos. Bastante adaptados à região tropical, os guzerás apresentam baixíssima mortalidade e suportam longas caminhadas em busca de água e de alimento. Por meio de seleção genética, foram ob-tidos animais mansos, o que facilita o trato e a ordenha. No Brasil, rebanhos dessa raça são encontrados em maior quantidade nos estados do Nordeste.
Indubrasil - Raça brasileira, resultado do cruzamento principalmente das raças gir e guzerá. A seleção começou no início do século na região do Triângulo Mineiro, Minas Gerais. De início, eram chamados induberabas, mas, com a criação do Serviço de Re-gistro Genealógico das Raças Zebuínas, em 1936, passou a chamar-se indubrasil.
Apresentam como principais características a pelagem uniforme, de cores branco, cinza, amarelo ou vermelho. São animais de porte grande. A idade média do primeiro parto é 46,5 meses; e os bezerros pesam ao nascer 30 quilos em média. Rebanhos dessa raça são encontrados sobretudo no Nordeste, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Nelore - Originário da região de Ongole, Índia. Atualmente é uma das raças mais difundidas no Brasil, representando 76 do rebanho nacional de raças zebuínas. Os adultos são grandes e pesados - o peso médio de um macho é de 510 quilos (aos 24 meses) e o de uma fêmea é de 400 quilos (aos 24 meses). A idade média do primeiro parto é trinta meses; e os bezerros pesam em média 30 quilos ao nascer. Sua pelagem é branca ou branco-acinzentada.
Com o aumento do rebanho nacional, surgiram variedades que foram aprimoradas por alguns criadores e que hoje estão largamente difundidas por todo o país, como o nelore mocho e o malhado de preto.
Tabapuã - A raça teve origem na fazenda Água Milagrosa, do criador Alberto Ortenblad, em Tabapuã, São Paulo, sendo reconhecida pelo Ministério da Agricultura em 1969. Resultado do cruzamento de animais guzerá, nelore e gir, foi o primeiro gado zebuíno mocho a surgir no Brasil. A pelagem varia do branco ao cinza. Adultos. os machos pesam em média 450 quilos aos 24 meses. A raça. relativamente jovem. vem obtendo cada vez mais espaço nas criações brasileiras.
A espécie taurina (Bos taurus} é originária da Europa. Esses animais, em geral de porte grande, se desenvolvem melhor em clima ameno, como nas regiões Sul e Sudeste. e são largamente usados em criações de animais puros e para cruzamentos com bois das raças zebuínas. Em comparação com os zebuínos, são exigentes em alimentação e mais suscetíveis a doenças e carrapatos, mas com um ganho de peso precoce e bastante elevado. As principais raças européias criadas no Brasil para corte são a aberdeen angus, blonde d'aquitaine, charolês. chianina, devon, hereford, limousine, marchigiana,  e simental.
Aberdeen angus - Originária da Escócia, caracteriza-se por ser uma raça de animais mochos, de pelagem negra, embora possam existir animais de cor vermelha. Quando adultos, os machos pesam em média 850 quilos e as fêmeas, 650. Os bezerros machos nascem com 32 quilos e as fêmeas com 27, em média. Devido ao alto rendimento da carcaça e à boa qualidade da carne. são muito utilizados em cruzamentos com zebuínos. Um exemplo do sucesso desses cruzamentos é a raça brangus. Por sua origem e cor de pelagem. têm se desenvolvido melhor em regiões de clima ameno, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Blonde d'aquitaine – É uma raça francesa originária de três tipos de bois: garonnais. quercy e blond do Pireneus. A pelagem varia do amarelo-claro ao amarelo-escuro. Caracteriza-se por ser uma raça de grande porte, bom desenvolvimento muscular e grande potencial de ganho de peso. Machos entre 6 e 12 meses. quando criados em confinamento, podem ter um ganho diário de IA quilo. Os touros pesam em média 1 150 quilos e as vacas adultas. 785. No Brasil. a raça é encontrada na região Sul, onde é usada em cruzamentos industriais com zebuínos ou em criação de animais puros.
Charolês - Originário da região central da França, entre os rios Saone e Loire. A seleção vem sendo feita desde o século XIX para a produção de animais de engorda rápida, São grandes e pesados. de pelagem cor branco-creme, pele rósea. pêlos de comprimento variável e. às vezes, crespos. No nascimento, os machos pesam em média 42 quilos e as fêmeas, 38. Os touros pesam em média I 200 quilos. e as vacas adultas, 800. Devido à grande rapidez de ganho de peso, bem como à diminuição da porcentagem de depósito de gordura superficial, a raça é muito utilizada em cruzamentos com animais zebuínos. Um exemplo de grande sucesso é a raça canchim. No BrasiL o charolês é bastante difundido no Rio Grande do Sul (75 do rebanho), Paraná e Santa Catarina.
Chianina - Raça italiana originária das províncias de Arezzo, Siena, Perugia. Florença e Pisa. Tem pelagem branca, podendo apresentar pêlos negros ao redor dos olhos e na vassoura do rabo. São de grande porte e os bezerros nascem pesando em média 45 quilos. O rendimento médio da carcaça é de 60. Os machos adultos pesam em média I 200 quilos e as fêmeas, 800. Por sua boa
adaptação ao clima tropical e pelos bons resultados obtidos em cruzamentos com zebuínos, o chianina está sendo criado em São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pernambuco.
Devon - Originário da região de Cornwall, sudoeste da Inglaterra. Sua pelagemo normalmente ondulada. é vermelha. variando do cereja ao vermelho-alaranjado, sobre a pele amarelo-alaranjada.
Ao nascer, os bezerros machos pesam em média 35 quilos e as fêmeas, 32. Os machos adultos pesam entre 600 e 900 quilos e as fêmeas pesam em média 500. A raça vem sendo usada com bastante sucesso na região Sul, destacando-se por apresentar uma carne de excelente qualidade, com fibras finas, sem excesso de gordura,fator muito valorizado no mercado externo.
Hereford - Originário do condado de Hereford, Inglaterra. Caracteriza-se por apresentar pelagem vermelha e rosto, ventre e extremidades brancas. A variedade mocha (polled hereford) vem sendo muito difundida no país. São considerados animais de grande porte. Os bezerros machos pesam em média, ao nascer, 35 quilos e as fêmeas, 32. As vacas adultas pesam em média 700 quilos e os touros alcançam com facilidade 1 000 quilos. O peso médio de abate, aos 550 dias, é de 470 quilos. Esses animais se adaptam bem em regiões de clima ameno, e sua maior concentração está no Rio Grande do Sul, onde representam 65 do rebanho estadual.
Limousine - Originária da região Sudoeste francesa. Tem pelagem vermelho-amarelada com tendência a clarear no ventre e nas extremidades do corpo. São animais de porte grande, relativamente rústicos e com boa conformação para produção precoce de came. As vacas adultas pesam de 650 a 850 quilos e são bastante férteis. Os touros pesam de 1000 a 1300 quilos e o rendimento médio da carcaça de machos de quatorze a dezesseis meses é de 70%.

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