quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A Helicoverpa armigera


Por que essa praga é tão preocupante para os produtores?

A Helicoverpa armigera apresenta cinco características importantes:
• alto grau de polifagia, atacando várias espécies de interesse econômico, mas também hospedeiros selvagens;
• alta capacidade de dispersão dos indivíduos voadores (mariposas);
• alto potencial biótico, ou seja, elevada capacidade de reprodução e sobrevivência;
• potencial de desenvolvimento de resistência a inseticidas;
• plasticidade ecológica, ou seja, alta capacidade de adaptação a diferentes ambientes, climas e sistemas de cultivo.

Quais culturas podem ser atacadas pela lagarta?

Existem relatos de mais de cem espécies de plantas que podem ser hospedeiras e atacadas pela Helicoverpa armigera, inclusive culturas comerciais, como feijão, soja, algodão, milho e tomate.

Quais regiões foram realmente atacadas pela Helicoverpa armigera?

Os relatos recebidos tratam do Oeste Baiano e coletas foram realizadas nas regiões de Planaltina/DF, Londrina/PR e Mato Grosso. Mais levantamentos estão sendo realizados para caracterizar a extensão da situação.

Já existem dados sobre o prejuízo causado pela lagarta?

É preciso uma validação dentro de estudos econômicos para mensurar o prejuízo causado pela lagarta. Apesar disso, sabe-se que é um problema muito sério que afetou produtores de vários segmentos. A Helicoverpa armigera atingiu principalmente produtores de algodão que possuem um sistema de produção muito bem estabelecido. A literatura descreve relatos de grandes prejuízos, de cerca de bilhões de dólares por ano, decorrentes de problemas com a praga.

Existem inimigos naturais para a Helicoverpa armigera no Brasil?

Até o momento, não foram identificados em campo no País. Entretanto, segundo a literatura mundial, existem sim inimigos naturais associados a outras espécies do gênero Helicoverpa.

Fonte: Ministério da Agricultura


Saiba mais sobre a cultura da soja no Brasil

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tanque-rede para Criar Peixes



Os chineses, sempre sábios e muito comerciantes, já faziam tanques com redes para criar peixes no delta do rio Amarelo, há 750 anos.
Americanos vieram depois. Nos anos 1970, imitaram os chineses e adotaram o sistema.
No Brasil, por essa época, começaram os investimentos das grandes hidrelétricas e a oferta das enormes águas represadas atraiu os piscicultores. Proprietários de lagos e açudes particulares vieram atrás.
O sistema é super-intensivo. O máximo de peixes, num mínimo de espaço. Ração concentrada especial, três vezes ao dia. As gaiolas com estrutura de alumínio, sustentadas por aquelas visíveis bóias amarelas, exigência da Marinha. Até onde é vantajoso criar peixe assim?
Um especialista no assunto, o engenheiro de pesca Luis Barreto resume a questão:
“- A indústria, hoje, fornece as gaiolas instaladas com um investimento até 60 por cento menor do que fazer tanques escavados na terra. Alimentar os peixes, com o tratador passando de barco, recolher, repicar, enfim tudo é muito mais simples. O terreno da propriedade fica liberado para outras atividades.”
Em terra, apenas um pequeno apoio: o galpão, pequeno, e uma moradia do tratador, sem ocupar nada mais do terreno, a não ser o acesso para o trapiche.
O piscicultor que pretende entrar no ramo, pode iniciar com um projeto pequeno: por exemplo, 100 gaiolas, de tamanho 2x2m, e 1m70cm de profundidade.
O peixe certo, e de valor garantido, é a tilápia, que chega a 800 gramas de peso em 5 meses.
Com ração especial de piscicultura, a tilápia faz uma conversão alimentar de 1,6 a 1,8, garantindo uma terminação rápida. No final, é só rebocar a gaiola até o trapiche, para recolher  e encaminhar os peixes para venda, seja em vivo, ou em caminhão baú térmico, para o peixe destinado ao consumo.
A lotação de peixes para engorda, no tanque, varia desde 200 unidades por metro cúbico, até um valor 50% maior. Isso tudo depende da condições da água, da temperatura, do manejo, do alimento. Assim, num tanque padrão, com 6 m3 de água, criam-se, no mínimo, 1200 peixes, ou seja, em torno de uma tonelada de peso vivo em 5 meses.
Luis Barreto, com sua experiência no assunto, conclui:
“- o alevino (filhote) é a semente de todo o processo. Por isso, o engordador de peixe, pensando no lucro, não pode esquecer a qualidade genética. Ao povoar os tanques, vá buscar alevinos onde há a melhor raça e variedade. Isso lhe garante peixes de crescimento rápido, com menor consumo de alimento, que suportam populações bem adensadas e têm maior rendimento em filé. O que conta para o comprador de hoje.”.

Tanque-rede de Pequeno Volume. Bom investimento. Retorno rápido de capital. Para a moderna piscicultura brasileira.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Como criar tilápias

Cinco toneladas de peixe num espaço como um campo de futebol.
Filés da moda, carne magra, valorizada nas bandejas dos supermercados.
A tilápia é um peixe facílimo de criar e pesa 800 gramas com um ano de vida, o tamanho ideal para venda. Sua comida básica é a ração, que se compra ou se fabrica em casa.
Sendo um peixe vegetariano, o manto verde das algas que costumam existir no açude serve também de “pasto” para os peixes. Há sistemas que não usam ração. Apenas o chamado “plâncton”, a população de algas microscópicas que fazem o manto verde da água.

Pequenos segredos são importantes para o sucesso. Assim:
1) Calcular exatamente o tamanho dos tanques, para reprodução, para filhotes e para engorde.
2) Fazer as pequeninas fêmeas recém-nascidas virarem machos. Isso se chama reversão sexual e é fundamental, pois somente os machos são grandes. A miudeza das fêmeas não interessa comercialmente.
3) Conhecer pelo menos algumas boas fórmulas de ração. Com a receita, prepara-se a comida dos peixes em casa, o que barateia tudo.
4) Conhecer uma segunda opção de criar. Ou seja, sem ração. Somente com algas. Para isso, é preciso saber como incrementar a formação dessa “massa verde” nos tanques.
5) Calcular exatamente o número de machos e fêmeas para a dimensão dos tanques.
Os rendimentos tirados no sistema podem variar bastante, dependendo do conjunto de técnicas que o piscicultor vai usar.

Mas, nada é complicado.
A tilápia é milenar. Peixe de Cleópatra, a rainha do Egito, que se mantinha esbelta e linda com a pesca que seus súditos traziam do rio Nilo.
Rústica, adaptada ao Brasil, é o peixe recomentado para dietas equilibradas.

Podemos lucrar bastante com isso.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013



Nosso país é o paraíso dos carneiros.
Seja no frio do Sul, na seca do Nordeste, no calor do Trópico, por toda parte há lugar para se criar ovinos.
Costuma-se dividir as raças em duas categorias

1) Para lã: aqueles carneiros fofinhos, macios, com cara de agasalho vivo.
2) Para carne: o animal da moda. Coqueluche dos gourmets. Carne especial.

Mas, como toda raça de criatório, as ovelhas podem ser cruzadas.
Quando o foco é comercial, para volta mais rápida do dinheiro gasto, a inteligência dos criadores inventou o que se chama “Cruzamento Industrial”.
Na internet brasileira pode-se saber tudo sobre ovinocultura e sobre as melhores raças de ovelhas para o Brasil. Neste artigo, vamos comentar sobre ovinos para carne.
O Dorper veio da África do Sul, onde é sucesso absoluto para carne. Com menos de 4 meses, os cordeiros passam de 36 kg. As mães costumam ter 2 a 3 filhotes por parto e podem parir 3 vezes em 2 anos. Uma raça de pouca lã, que costuma cair no verão, evitando o custo de tosquia. Muito mansa e fácil de lidar. O Dorper se adaptou de norte a sul do Brasil.
O Texel é da Holanda, nascido na Ilha de Texel. A ênfase da raça está nos cordeiros com carne magra de superior qualidade. Fêmeas costumam parir 2 crias por vez.
Tem a cara larga, curta e de nariz preto. Cara e pernas brancas, nuas, sem lã. O pelego pode pesar mais de 5 kg, com lã de comprimento médio.
Excelente para cruzamentos e melhoria racial (ver mais....       ).
Suffolk é uma raça inglesa. Produz carne de alta qualidade.
Chamada de “Cara Negra”, tanto a cara quanto as pernas são pretas e sem lã. Rústica, vai bem a campo. Os cordeiros chegam a ganhar 450 gr de peso vivo/dia.
Ótima para cruzar com outras raças, na produção de cordeiros para abate.
Santa Inês. Raça brasileira que pegou fama.
Vem do Nordeste, mas hoje está espalhada por todo o Brasil. É uma ovelha deslanada, com incrível adaptação à realidade brasileira, e muito usada nos cruzamentos com as raças de fora.
Vai bem a pasto, ou nos sistemas confinado ou misto (parte preso, e parte solto).
Diferente das outras raças, as fêmeas Santa Inês não têm “cio estacional”. Ao contrário, estão prontas para o macho em qualquer época do ano.
O cruzamento industrial permite aliar toda a rusticidade e facilidade de criar do Santa Inês, com o potencial de carne superior das raças importadas, seja o Texel, Suffolk, Ile-de-France, etc.

Ovinocultura é um assunto inesgotável.
Com a divulgação através da internet, o interesse pelo assunto só fez aumentar.
Há muita informação disponível, confiável, em língua portuguesa, para quem tiver interesse maior sobre o assunto.
Voltaremos a falar sobre ovelhas brevemente, aqui no blog.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Como produzir ovos caipiras



FRANGO FELIZ


Os termos "Frango Feliz" e "Frango de Pasto" serão utilizados para caracterizar a maneira tradicional de criação de aves no meio rural, sendo diferente do modo como se criam frangos comerciais de granja. O sistema de criação a pasto é também chamado de sistema caipira, alternativo, semi-confinado, semi-intensivo, de parques, ecológico, natural, colonial, etc. ou seja, um frango que tem muito espaço para tomar sol, correr, bater asas, ciscar, enfim um frango feliz. O sistema pode ser aplicado às pequenas e médias propriedades rurais para a produção diferenciada de carne e ovos de excelente qualidade.


MATERIAIS GENÉTICOS:

Existem no mercado brasileiro alguns materiais genéticos apropriados para a criação do "Frango Feliz" ou "de Pasto": "Paraíso Pedrês" "Itatiba, SP.; "Frango Colonial Querência" - EMBRAPA, Concordia, SC.; "Pescoço Pelado" Label Rouge" " Porto Feliz, SP., entre outros. O Departamento de Genética da ESALQ vem desenvolvendo quatro linhagens para o sistema de pasto: "Caipirão da ESALQ", "Caipirinha da ESALQ", "7 P" e "Carijó Barbada"; O Caipirão apresenta um crescimento rápido, sendo uma mistura de materiais genéticos diversos, apresentando uma grande variação de plumagens. O "Caipirinha da ESALQ" vem sendo selecionado para crescimento lento e produção de ovos, a plumagem é bem heterogênea com topete, tem finalidade de substituir, aos poucos, as galinhas caipiras do sitiante tradicional, o caipirinha também tem a finalidade de atender a legislação (crescimento lento, mínimo de 85 dias). A linhagem "Sete P" (Pinto Preto Pesado de Pasto, Pescoço Pelado de Piracicaba, nome dado em homenagem à galinha PPPP "Pescoço Pelado Preta de Piracicaba, selecionada na década de 1940 por Torres e Graner na ESALQ), apresenta crescimento rápido e uniformidade de plumagem preta e pescoço pelado. A linhagem "Carijó Barbada" também vem sendo selecionada para crescimento lento e produção de ovos, a plumagem é do tipo barrada com presença de barba.


Adotando este sistema de criação você já estará empregando uma tecnologia que vai ser obrigatória muito em breve. Desde janeiro de 2012, a União Europeia proibiu o confinamento de poedeiras em baterias de gaiolas.