terça-feira, 3 de abril de 2018

O Cavalo no Brasil

Aprendendo sobre cavalos

Há cerca de 70 milhões de anos, a Terra começava a viver no período conhecido como Eoceno. em que surgiram os primeiros animais mamíferos. Entre eles estava o chamado eohíppus (em grego, "aurora do cavalo"), do tamanho de um pequeno cachorro atual. que habitava a América do Norte. Da América. atravessando o estreito de Behring, que fica entre o Alasca e a Asía, o eohíppus chegou à região do Himalaia. onde se instalou e foi sofrendo adaptações. crescendo até assumir as características dos atuais cavalos. Na América não sobrou nenhum descendente do animal pré-histórico, e os cavalos só vieram para cá trazidos por colonizadores. O nome científico da espécie é Equus cabalus. Havia três subespécies primitivas: o Equus cabalus africanus. também chamado Equus przewalski. o cavalo das estepes. do qual descende o cavalo da península Ibérica e o bérbere (do norte da África). que ainda existe em estado selvagem na Mongólia: o Eqqus cabalusasiatícus, o cavalo do deserto. que originou o cavalo árabe: e o Equus cabalus occidentalis ou Equus robustus, o cavalo das florestas, que deu origem aos cavalos de tração da Europa Central. As primeiras indicações de domesticação do cavalo datam de cerca de 35 mil anos na Ásia Central. Inicialmente foi domesticado para fins de carne, sendo usado mais tarde para tração e depois como montaria. Na mitologia grega simbolizava a guerra. indicando a importância que acabou assumindo como montaria para combates. De fato. até o surgi-mento das modernas máquinas de guerra. o cavalo foi decisivo em diversos momentos importantes da História, para decidir disputas. A qualidade da cavalaria diferenciava os exércitos. Ainda na Antiguidade, era usado para o lazer. em corridas ou para equitação. por chineses. rnongóís e outros povos orientais. Assírios. fenícios e persas já realizavam corridas. que foram copiadas mais tarde. Roma realizava as famosas corridas de bigas (carros puxados por cavalos). A origem das raças - Quando começou a se espalhar pelo mundo. o animal foi encontrando condições ambientais muito diferentes das de sua região de origem. e foi adaptando-se a elas. A própria natureza. selecionando os espécimes mais fortes. se encarregou de promover as alterações genéticas e selecionar as primeiras raças. Depois. o homem começou a interferir nesse processo, procurando reunir características de uma determinada raça com as de outras. visando obter animais que se prestassem aos seus interesses: tração. corrida. salto etc. Além disso. animais de uma mesma raça. levados para locais diferentes. acabaram formando novas raças. mais adaptadas ao novo ambiente, mesmo sem cruzamentos. Puros-sangues - Originários do planalto central da Ásia, provavelmente da Mesopotâmia, região entre os rios Tigre e Eufrates. Os animais do mais alto nível são criados na Polônia, Estados Unidos, União Soviética e Egito. Barbo - Ou africano, berbérico, barbaresco, mongol ou mongólico. Originário da Ásia Central . Alter - Tem origem na raça barbo e se de-senvolveu em Portugal. É animal de sela, com influência de raças nacionais em sua formação. Anglo-árabe - Um pouco maior que o árabe (média de altura de 1,52 a 1,60 metro), mas de conformação parecida e as mesmas qualidades. Andaluz - Também chamado puro-san-gue-da-idade-média, esse cavalo espanhol foi bastante difundido pela Europa. Tem aparência uniforme, de linhas bem confor-madas e harmônicas. Lusitano - O cavalo de Portugal é seme-lhante à raça andaluz, chegou ao Brasil na década de 70 e impressionou pela silhueta, aprumos perfeitos e temperamento dócil. Utilizado no hipismo, realiza andamentos como passo, marcha trotada, trote e galope e sela. Tem estatura média de 1,52 a 1,54 metro, pesando de 450 a 500 quilos. As pe¬lagens mais freqüentes são a tordilha, casta¬nha e alazão Bretão - Originário da Bretanha, noroeste da França, apresenta três variedades: breão-do-norte, de tiro pesado ou grande-bretão; bretão-do-sul, postier ou norfolk, de tiro médio; e o bretão-das-montanhas, bidê ou pequeno Percherão - Originário da região francesa de La Perche. Persa - Originário do Golfo Pérsico (Munjid). Animal de talhe grande é utilizado sem sela para demonstrações circenses. Quarto-de-milha - Ou quarter horse. Originário da Virgínia e Carolina do Sul, Estados Unidos, espalhou-se pelos países americanos do Norte e do Sul. É rústico, resistente, com aptidão para montaria. Pode agüentar climas áridos e relevo montanhoso. Apaloosa - Esses cavalos pintados, origiundos do noroeste dos Estados Unidos e usados pelos índios nezperce, em Idaho, são animais de porte médio, com peso de 400 a 500 quilos e altura de 1.40 a 1.55 metro. Hanoverano - Originário da Alemanha (Hanover), é compacto, com músculos bem conformados e membros longos e fortes. Morgan - Originário da Nova Inglaterra, Estados Unidos, no século XVIII. Orloff - Chamado de trotador russo, é originário da União Soviética e apresenta corpo delgado e elegante, bons aprumos e canelas curtas, com altura variando de 1,55 a 1,70 metro e peso de 500 a 580 quilos. Trackehnen - Criada na Prússia Oriental. é uma raça grande e robusta, enérgica e dócil. Lipizzano - Originário da Espanha. esse animal escuro ou preto vai se tomando claro com a idade, embora haja pelagens alazã e preta. Mangalarga - Iniciada pelo barão de AIfenas. da família Junqueira. com infusão de sangue aI ter e andaluz. Apresenta duas va-riedades. a paulista (trotador) e a mineira (marchador). Crioula - Originária do Rio Grande do Sul, mas já bem difundida na região Centro-Sul. Tem altura média de 1.40 a 1,50 metro e peso de 400 a 500 quilos. São animais fortes e cheios. com membros bem desenvolvidos e variedade de pelagens em que predominam os baios, gateados, alazões aleonados. mouros, rosilhos, lobunos e alazões tostados. Campolina - Originária de Minas Gerais e difundida em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo Pantaneiro - Ou curraleiro. Da região do Pantanal mato-grossense, mas já difundido pela região Centro-Oeste.

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segunda-feira, 12 de março de 2018

A Criação de Cavalos


Usados para trabalhos no campo, ou para passeios e adestramento, os cavalos Mangalarga sempre alcançam bons preços
Agil para serviços com o gado, firme e elástico, o Mangalarga é um cavalo versátil, forte e resistente. Acei­tando convenientemente exercí­cios de adestramento, possui um andar cômodo e elegante. Essas qualidades transformaram-no num dos animais preferidos para passeio, e num excelente animal para trabalhos no campo.
Oriundo das terras de Minas Gerais, o cavalo Mangalarga foi desenvolvido pela familia Jun­queira, a partir do Barão de Alfe­nas, que passou a cruzar éguas co­muns de seu criatório com um ga­ranhão da Coudelaria de Alter do Chão, de Portugal.
No início do século passado, membros da família Junqueira se transferiram para São Paulo tra­zendo o Mangalarga das Minas Gerais. A nova topografia, o clima e as novas funções que estes ani­mais passaram a enfrentar foram exigindo uma seleção diferenciada da mineira. Nascia o Mangalarga paulista. A marcha batida, com andamento lateral, suave, virou marcha trotada, num movimento diagonal e saltitante.
ALIMENTAÇÃO
A alimentação feita à base de pastagens exige áreas bem cultiva­das. Destine as áreas com melhores pastagens para as éguas da cria­ção, tanto em estado normal como grávidas ou lactantes. Mas não deixe os animais somente com essa alimentação. Todos eles de­vem receber uma suplementação com hortaliças, legumes, sais mi­nerais etc. Tome cuidado também com as áreas onde se localizam as pastagens. Evite os banhados, pois podem transmitir verminoses.
Toda alimentação suple­mentar pode ser feita através dos cochos que estarão localizados nas baias de cada animal. Não deixe faltar o sal mineral que, adicio­nado ao sal comum, auxilia muito a alimen­tação. Caso tenha de ser substituído. Por falta ou escassez.utilize a farinha de osso calcinada. que é rica em fósforo. Pode­se usar, no auxílio à alimentação, as rações
Características da Raça:
Cabeça: perfil retilíneo ou subcon­vexo. Olhos grandes, bem afastados e não oblíquos, ganachas delicadas e me­dianamente salientes. O chanfro é lligeiramente comprido. narinas dilatadas, móveis e de consistência firme. Orelhas móveis, de tamanho médio e em propor­ção harmoniosa com a cabeça, implan­tada em ângulo de cerca de 45° com a horizontal da face, frente ampla, boca bem rasgada;
Pescoço: de bom comprimento. musculoso, bom destaque do tronco. Saída do tronco alta.forma de tronco de pirãmide, ligado harmoniosamente com a cabeça e fazendo um ângulo aproxi­mado de 95° entre o bordo interior  a  face inferior da cabeça e implantando-se ao tronco em ângulo de n° com a hori­zontal;
Tronco: harmonioso e resistente. Cemelha delineada. mediana altura. não cortante. Dorso retilíneo não mer­gulhante e nem selado. Boa passagem de cilha. Rim curto e largo e bem protegido. Costelas arqueadas. Garupa com­prida. ampla. musculosa. coxas cheias e bem descidas. próximo a horizontal sem ser plana. cauda inserindo-se harmo­niosamenie na garupa:
Membros: de constituiçdo forte, com articulações largas. secas e salientes. Espáduas ou paletas bem inclinadas, longas. [azcndo um angulo de 55° com a horizontal que passa pela articulação escápulo-humeral. Braços longos. mus­culosos. fazendo um ângulo de 50°com a horizontal medida na articulação escápulo-humeral. Antebraços longos e musculosos. canelas curtas. secas. com tendões nítidos. largos. dando um bom perímetro. Bem aprumados vistos de frente, perfil e de trás. Coxas cheias e bem musculadas. Quartelas fortes. De comprimento e inclinação mediana. Os aprumos vistos em movimento devem também ser corretos;
Altura: para registro definitivo a al­tura mínima exigida é lm48 para os machos de 36 meses em diante, e de lm42 para asfêmeas de 30 meses em diante;
Andar: de preferência a marcha trotada, estando o animal em anda­mento em terreno plano e em linha reta, o rastro dos posteriores deoem alcançar ou cobrir o rastro deixado pelos anterio­res. O tempo de suspensão de marcha trotada é muito curto. somente o suti­ciente para que se proceda a troca dos membros, justificando-se desta maneira a sua denominação de "marcha tro­tada". As passadas em marcha trotada .5ão elegantes. levemente alçadas, com passadas longas e enérgicas;
Pelagem: são admitidas todas as pelagens. com exceção da albina, tam­bém conhecida como despigmentada.



terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A vaquejada e seus equipamentos

Em Arreios para cavalos de vaquejada, Steve Bezerra mostra como utiliza os arreios.  Primeiro na fase inicial da doma  mostrando como  inicia,  flexiona e charreteia os animais e quais os arreios utiliza. Após vem a fase de quando se inicia os flexionamentos na boca e, mostrando também quais são os bridões utilizados.  Depois apresenta os arreios de correção. E por último mostra como gosta de utilizar os freios, o inicio de cada um, o inicio do bocado, cada tipo e como utiliza dentro da vaquejada.

Conteúdo:

1 - Fase de flexionamento
2 - Bridão
3 - Arreios de correção
4 - Fase de freios
5 - Levantadores
6 - Freios fixos
7 - Arreios definitivos
8 - Breques

Consultoria:

Steve Bezerra
Zootecnista e Treinador de Cavalos
Saloá - PE

Duração Aproximada: 50 minutos

O Centro de Treinamento de SB, está bem localizado na cidade de Saloá, um pequeno município, perto de Garanhuns, PE. A Fazenda está localizada numa faixa de transição entre o agreste e o sertão. Tem clima muito agradável, inclusive no inverno as temperaturas caem bastante, propícia até para um chocolate quente!
O CTSB, possui um redondel murado e com boa camada de areia. Baias que garantem boa acomodação aos animais, com água corrente e cama macia e limpa.
Os funcionários são bem treinados na lida com os animais, garantindo assim um manejo dentro do preconizado pelos técnicos.
Agora o auge do local é a pista onde se treina e corre vaquejada. Toda construída em alvenaria e com um piso de areia dentro dos padrões. Localizada num ponto alto da propriedade, propicia a quem está treinando ou simplesmente assentindo um encantamento com a paisagem do entorno, com morros e vegetação exuberante.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

A soja no Brasil

As trinta e quatro doenças diferentes que afetam a cultura da soja podem gerar dúvidas em sua identificação a campo. Para ajudar técnicos, produtores e estudantes a diagnosticar as doenças presentes em suas lavouras, a Embrapa Soja lança o Manual de Identificação de Doença. Com fotos e textos explicativos, a publicação apresenta formato de bolso é plastificada e possui espiral para facilitar o manuseio a campo. As 72 páginas apresentam a descrição de 24 doenças fúngicas, 2 bacterianas, 5 viróticas e 3 causadas por nematóides, com destaque pra seus sintomas, as condições propícias para o desenvolvimento e as medidas de controle existentes.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Caprino da Raça Booer

Os caprinos de corte da raça Boer, são animais precoces, rústicos, de alta fertilidade e ótimo rendimento de carcaça. Enquanto os cabritos criados no Brasil são abatidos com 1 ano de idade, o cabrito Boer chega ao peso ideal de abate com apenas 6 meses, ganho de peso que ultrapassa 200 gramas por dia. Possui uma carne de excelente qualidade. Neste vídeo-curso, você verá como criar o cabrito Boer e manejar corretamente a criação. 

Conteúdo:
-Mercado
-Adaptabilidade
-A carne do Boer
-Sistema de Manejo e Instalações
-A cerca elétrica
-O cabriteiro
-Manejo reprodutivo
-Alimentação: a pastagem, a silagem, o feno
-Matrizes e reprodutores
-Alimentação dos cabritos Engorda.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A doma de cavalos de vaquejada


como criar frango caipira colonial

Aprenda como criar frango caipira colonial.
A produção de frango caipira colonial é uma alternativa que tanto pode complementar a renda de um pequeno produtor, como ser um negócio para um grande produtor rural.
Ela está baseada na criação do frango no sistema semi-confinado, onde existe um aviário para abrigar as aves e um piquete onde podem siscar, pastejar, ficar à sombra, ou seja, um sistema onde o conforto animal é mais respeitado.
Trata-se de um vídeo onde a preocupação não é apenas de produzir um frango solto no piquete, e sim produzir um frango caipira/colonial dentro de critérios técnicos.
Um vídeo curso com a inédita técnica do uso da cerca elétrica na criação de aves, como também mostra como se construir um galinheiro móvel.
Com as técnicas para produzir frangos caipiras que atendam as exigências do mercado consumidor e dos órgãos de fiscalização.